August 12, 2015

Please reload

Posts Recentes

I'm busy working on my blog posts. Watch this space!

Please reload

Posts Em Destaque

Sonho consagrado

August 1, 2007

 

 

 

 

Sonho, em seu sentido etimológico é um conjunto de idéias, imagens, fantasia, visão e aspiração; um substantivo perfeito para definir a Noite de Gala do 25º Festival de Dança de Joinville, que em 2007 completa seu Jubileu de Prata, com cara de ouro. A noite foi de estrelas de primeira grandeza, que marcaram o palco do festival em sua história e hoje levam a dança brasileira para o mundo.

 

Digirida por João Wlamir, diretor assistente do Balé do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, “Especial 25 anos – Grandes Nomes da Dança” cumpriu seu propósito. Emocionou uma platéia que emudecida, pôde sonhar acordada o filme da vida real de um bailarino.

 

Ao som do hino do festival, que dispensa apresentações, Cícero Gomes, melhor bailarino da 23ª edição do Festival e solista do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, entra pela platéia, vestido com um uniforme de escola balé – esses que os bailarinos andam pela Feira da Sapatilha - para dar início ao espetáculo. A cortina se abre e uma sombra chinesa revela-os se aquecendo. Daí, não se poupam emoções.

 

Ammanda Rosa e Irlan Santos, considerados os melhores bailarinos do festival no ano passado abriram a noite com “Chamas de Paris”, seguidos de Mariana Dias, solista do corpo de baile do Leipzig Ballet, da Alemanha, acompanhada de seu partner Martin Chaix com “Au’ Revoir à L’Amour”, de Chaix; Fernanda Oliveira, que hoje é bailarina principal do English Nacional Ballet, de Londres e Fabian Raimair, executaram “Perpetuum Mobile”, de Christopher Hampson, ao som de Sebastian Bach.

 

Para fechar a primeira parte do programa, a suíte de “O Corsário”, com “Le Jardim Animée”, ficou a cargo da Escola Estadual de Danças Maria Olenewa e o grand pas-de-deux foi intepretado por Márcia Jacqueline (primeira bailarina do Theatro Municipal do RJ) e Bruno Rocha, solista do Het Nacionale Ballet, de Amsterdam.

 

A hora do intervalo, não valeu somente para a platéia. Ele também aconteceu no palco. Pela sombra chinesa era possível ver Gomes, que tem diversas entradas durante o espetáculo com o hino do festival executado ao piano, se maquiando; o palco sendo limpo e montado pela técnica. É a dança da rotina, que recomeça quando Gomes executa a variação do Bobo da Corte de, “O Lago dos Cisnes”.

 

Em “LAC”, um pas-de-deux, que também faz referência à “O Lago dos Cisnes”, na releitura de Sandro Borelli, os bailarinos Andrea Thomioka e Israel Alves, ambos do Balé da Cidade de São Paulo, revelam a dança contemporânea ao espectador. E em noite de festa, a Escola do Teatro Bolshoi no Brasil não poderia deixar de estar. Eles apresentaram, “Dança Russa” (de “O Quebra-Nozes), com Carla Braum, Denise Hoefle e Erick Swolkin.

 

Rodrigo Guzmán e Andreza Randisek, primeiros bailarinos do Balé de Santiago, do Chile trouxeram a suíte de “A Megera Domada” ao palco, antecedendo o pas-de-deux de, “Adão e Eva”, em “A Criação” – interpretado na íntegra pelo Ballet do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, na abertura do Festival do ano passado – com coreografia de Uwe Scholz, por Mariana e Chaix.

 

A consagração atinge o ápice com William Pedro, solista do Béjart Ballet Lausanne, na Suíça, em “Und So Weiter”, de Maurice Béjart e com Vitor Luiz e a impecável Cecília Kerche, ambos primeiros bailarinos do Municipal do RJ, na suíte de “Dom Quixote”. É inegável dizer que dançar no palco do Festival de Dança de Joinville é um sonho realizado para centenas de bailarinos que passaram aqui durante esses 25 anos. Hoje, voltar como convidado em uma data tão especial é a pura consagração.

 

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

Siga
Procurar por tags