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Um Congresso de ideias em movimento

April 26, 2012

                                                                                                 

 

                                                                                                                                 Fotos: Marta Campos

                Foto geral dos participantes do evento no ano passado

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Texto originalmente publicado na Revista de Dança

 

Em janeiro de 2008, por volta de 20h30, tocou o telefone na minha casa. Do outro lado, Erika Novachi. Uma amiga em comum já tinha feito a ponte e juntado os desejos. Tanto eu, quanto ela, tínhamos vontade de organizar algo sobre jazz no Brasil, mas nenhuma, nem outra, tinha feito algo até então. Encontros, conversas, olhares. A nossa dupla de opostos teve uma afinação perfeita e, no ano seguinte, em abril de 2009, nascia o Congresso Internacional de Jazz Dance no Brasil, em Indaiatuba, interior de São Paulo.

 

Organizar um evento com nomes internacionais pela primeira vez não foi tarefa simples. Eu tinha medo, confesso. Comentei com a Erika: E se a gente não conseguir pagar? Ela respondeu: Eu vendo o meu carro. Eu brinquei que não poderia vender o meu porque eu só tinha ele! As vagas esgotaram e foi um sucesso. No segundo ano, também tive medo. E ela me perguntou: Você não acredita no nosso sonho? Respondi que acreditava, mesmo assim tinha medo. As vagas esgotaram. No ano passado as vagas esgotaram tão rapidamente que não deu tempo de sentir nada… e esse ano com um mês de antecedência nossa lista de espera já tinha mais de 30 pessoas. Sinto medo sim. Mas sinto orgulho da dança.

 

O sucesso do Congresso não é mérito nosso, mas sim, da classe artística do jazz no Brasil. Tivemos uma ideia e resolvemos colocá-la em movimento. As vagas esgotadas só provam o quanto o estilo é forte. Só mostra o quanto a nossa arte deve ser valorizada.

 

                                                                                     Foto: Marta Campos

                                                                              Caio Nunes ministra aula em 2009

 

 

O jazz está aí, vivo e o Congresso é a grande prova disso.Nunca tivemos patrocínio e evento se gere, se organiza, investe nele mesmo a cada ano. O Congresso congrega. Gera (in)formação para a formação de corpos que dançam, mas também pensam.

A cada ano procuramos selecionar professores que tragam diferentes formas de olhar para o jazz e mostrem sua pluralidade de estilos. Desde 2009 passaram pelo evento: Sue Samuels (USA), Rose Calheiros (Alemanha), Caio Nunes (BRA), Christiane Matallo (BRA), Cinthia Villas Boas (BRA), Alexandre Ribeiro (BRA), Sheila Baker (USA), Josh Bergasse (USA), Jhean Allex (BRA), Ana Araújo (BRA), Cristina Cará (BRA), Gilberto de Syllos (BRA), Derek Mitchell (USA), Luiz Coelho (BRA), Ronnie Klebelewski (BRA), Marly Tavares (BRA), além de Erika e eu.

 

Gostamos de antecipar tendências, como as aulas de Josh Bergasse, que hoje é a grande sensação de Smash, nova série da Universal, com direção de Steven Spilberg, ou mesmo de rever o passado com as aulas de Sue Samuels, que usa o jazz raiz como filosofia de trabalho e pesquisa, sem esquecer, por nenhum momento, de valorizar os nomes brasileiros, que sempre estão nas nossas salas de aula.

 

Para esta edição, que acontece no final de semana, dias 28 a 30 de abril, e 1o de maio, não fizemos diferente. Estarão no Brasil, Suzy Taylor, diva do lyrical jazz americano; JoJo Smith, grande nome do tradicional jazz (ele teve profunda relação com o surgimento do musical no Brasil), Redha Bientenfour, francês que também ajudou no crescimento no jazz no Brasil, e os brasileiros Ricardo Scheir, com aula de concepção coreográfica e Edy Wilson e Edson Santos, com masterclasses. O que pode acontecer? Só na hora saberemos. Alunos de todo Brasil: Tocantins, Salvador, Belém, Mato Grosso, São Paulo, Porto Alegre, Fortaleza… gente até do Paraguai, uma hora destas, deve estar fazendo as malas para embarcar numa viagem em busca do conhecimento. Nossa missão: não deixar o tempo parar. Continuar acreditando e trabalhando para que mais pessoas possam encontrar no jazz a sua forma de se comunicar. O que elas querem? Simplesmente dançar. E dançar não é pedir muito.

 

Mesmo com o sucesso, ainda tenho medo. O maior deles divido com vocês: morro de medo que os professores não entrem nos aviões. Eles podem dar OK por e-mail, por telefone, assinar contratos, mas ninguém me garante que irão pegar o táxi, irão ao aeroporto e ficarão 12 horas dentro de um avião. Quando eles chegam, eu digo: Agora começou! Só para rirmos um pouco. No começo da semana, às 19h30, toca o meu celular. Erika do outro lado da linha me diz: Vou ter um ataque. Tivemos um problema com as passagens. Eles chegam um dia antes! Comecei a rir (de nervoso), mas achei que meu coração fosse sair pela boca. Para não perder a graça, melhor eles chegarem antes do que depois, assim ficarei aliviada mais rápido!

 

Que chegue logo sábado para dançarmos esta ideia e podermos dizer mais uma vez: O Jazz (sobre)vive no tempo sem tempo dos corpos em movimento de cada um de nós. (Ufa!). | Acesse o Congresso de Jazz Dance.

 

 

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