Shrek, O Musical em versão carioca

Texto originalmente publicado na Revista de Dança


Quando estreou na Broadway em Nova York, em 2008, Shrek se tornou o “monstro” verde mais querido da Big Apple. Em 2011, ganhou os palcos do West End, em Londres, e a reação não foi diferente.


Agora a surpresa está por conta da repercussão da estreia do musical no Brasil, com direção de Diego Ramiro e versão brasileira de Claudio Botelho. A montagem estreia hoje, no Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro, e tem direção de movimento/coreografia de Caio Nunes e um número de sapateado assinado por Kika Sampaio, consultora da Revista.


Shrek (Diego Luri) é um ogro verde, pouco educado, mas extremamente simpático. Ele foi expulso de casa aos sete anos e vive isolado num reino chamado Tão Tão Distante, é apaixonado por Fiona (Sara Salles), uma princesa fora dos padrões de beleza, e está sempre acompanhado do burro falante (Rodrigo Sant´Ana). Shrek é um dos mais bem-sucedidos personagens da história do entretenimento, que, com certeza, a maioria das pessoas já viu ao menos uma vez. Surgiu no livro ilustrado escrito por William Steig, em 1990, e o primeiro filme foi feito em 2001. Depois vieram três continuações: 2004, 2007 e 2010, todas da Disney Pixar.


“Estamos há mais de cinco meses trabalhando neste musical. As audições, realizadas em três fases, foram feitas em agosto e escolhemos um elenco incrível, que se encaixou perfeitamente nos personagens”, conta Caio Nunes, que trabalhou o gesto de cada um na cena. “É o coletivo dentro da individualidade. Parte da criação de cada personagem já vem do modo como eles se movimentam.

Foi isso que traduzimos para o palco”, fala.

Nunes trabalhou a linguagem da dança-teatro na maioria dos esquetes, com exceção das Ratas Cegas.

“É uma cena divertida, com três ratas cegas, sendo que uma é mais cega do que a outra, elas caem no chão, se atrapalham, perdem a bengala.A dinâmica coreográfica aparece mais forte com essas interprétes.


Foto: Divulgação;

Foto: Divulgação;

Shrek é um dos personagens mais

queridos do entretenimento.

Foto: Divulgação;

A princesa Fiona brinca com os

padrões de comportamento

”Ele também conta que um dos grandes desafios dos bailarinos foi o de aprender a se movimentar com figurinos grandes e pesados, sem deixar a dança de lado.

“Uma coisa deliciosa do espetáculo é a música ao vivo. O musical se transforma todo dia”, completa. Kika Sampaio, que já teve outra parceria com Caio Nunes (juntos eles fizeram Dercy, de Verdade, de Maria Adelaide Amaral, na Globo este ano) coreografou o número de abertura do segundo ato do musical. “Quando Caio Nunes me convidou para assinar a coreografia de sapateado, expliquei que não poderia ficar muito tempo no Rio de Janeiro devido a uma série de compromissos assumidos anteriormente.


Assim montei a cena dos ratos em apenas dois dias e toda limpeza e dramaturgia ficaram a cargo do competente Carlinhos Fontinelle, assistente do Caio na montagem”, conta Kika.“Tentei buscar movimentos de ratos ao estilo Broadway e juntos, eu e Caio, decidimos que não seriam ratos de porão, e sim ratos mais chiques, refinados. Explorei os pés daqueles que sapateiam mais e brinquei com o número como se fosse uma história de amor”, conta Kika. A montagem fica em cartaz no Rio de Janeiro até maio, quando deve chegar a São Paulo.

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