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Dançar na TV

August 12, 2015

Texto originalmente publicado na Revista de Dança 

 

No Brasil, entre as décadas de 1950 e 1970, dançar na TV era um meio de sobrevivência dos artistas. Existiam programas que se dedicavam à exibição de clássicos de repertório, histórias dançadas, coreografias específicas para programas de auditório e até mesmo musicais. Hoje essa produção nacional é bem menor – programas como Dança Contemporânea ou Figuras da Dança são dos poucos resistentes exibidos nos canais pagos e públicos. A dança na televisão, porém, está mais forte do nunca em formato de séries e realities shows. Se você ainda não assistiu a Dance Moms, Dance Academy, So You Think You Can Dance, Glee ou Smash é hora de se sentar à frente da TV ou do computador para ficar vidrado nessas histórias e perceber como o universo da dança conquistou e ocupou seu espaço nesse meio.

Fotos: reprodução

So You Think You Can Dance, já na 12ª temporada

 

O mais popular dos realities é So You Think You Can Dance (SYTYCD) que está em sua 12a temporada nos Estados Unidos. Também existem versões na Inglaterra, Austrália e outros países. Criado e dirigido por Nigel Lythgoe – ele dançou com Gene Kelly e é um exímio coreógrafo –, a produção tem diversas seletivas regionais para depois escolher vinte bailarinos que dançam juntos semana a semana trabalhos com estilos diferentes. O melhor do programa é a oportunidade de esses jovens trabalharem com importantes coreógrafos como Mia Michels, Derek Mitchell, Luther Brown, Sonya Tayeh. O programa já ganhou mais de nove Emmys e sete Outstadings de coreografia. Lythgoe também criou o Dancing With the Stars, uma versão em que artistas americanos competem em diferentes estilos, acompanhados de um bailarino, e são julgados por profissionais. Ambos são exibidos pela FOX com reprises em outros canais.

 

A sensação do momento é a durona Abby Lee Miller, que dita todas as regras na sua Abby Lee Dance Company (ALDC) em Pittsburg, Estados Unidos. Abby é “dona” do melhor grupo de bailarinas júnior do momento – e o dia a dia delas se transformou no Dance Moms, em sua quinta temporada pelo canal Lifetime. Abby criou bailarinas-mirins como Maddie, Mackenzie, Nia, Kendal e Kalani. A cada fim de semana, elas vão para uma competição diferente e o resultado interfere no ranking de solos, duos e conjuntos da semana seguinte. As meninas aprendem a coreografia em dois dias e são realmente incríveis. O bacana é que os editores deixam as coreografias na íntegra e as pequenas dançam de tudo. No repertório: jazz, contemporâneo, balé, sapateado e hip hop. No programa, as mães devem participar ativamente, ver o figurino, arrumar o cabelo, fazer a maquiagem e se comportar porque, se algo sair errado, a criança pode ser eliminada. Se você conhece algum prodígio que se encaixe nesse perfil e tenha menos de doze anos, a audição para a inclusão de outras crianças ao dream team acontece em 12 de setembro, em Santa Monica, Los Angeles, na escola que Abby acaba de abrir por lá e não é preciso ser americano para participar. Saiba mais aqui.

 

Abby se tornou uma das mais populares figuras da dança no Estados Unidos – é jurada do SYTYCD nesta temporada e recebeu o Capezio Awards no ano passado. Recentemente, o canal Lifetime lhe deu outro programa, Abby’s Rescue Studio, em que ela roda os Estados Unidos a procura de escolas de dança à beira da falência para uma reformulação total. Enquanto Abby cria um espetáculo para arrecadar fundos, o canal reforma a escola e cuida da parte administrativa da instituição. Quem sabe ela não aparece por aqui?

 

TEMPORADAS – Entre as séries de dança, as três temporadas de Dance Academy fizeram tanto sucesso que a ideia original deve virar filme em 2017. Gravada na Austrália, na Opera House, tem como protagonista Tara Webster (Xenia Goodwin), uma garota do interior que se muda para a cidade grande para ser aluna da Academia de Dança e, depois de três anos de formação, tentar uma vaga para a companhia local. Os episódios apresentam os três anos de formação da turma. Tara é uma bailarina que se revela no palco, apesar de sua dificuldade técnica. Ela trabalha muito, tem amigos especiais, se apaixona por partners, convive com rivais, tem problemas com professores como qualquer adolescente|bailarina de 16 anos (ou mais). As temporadas – disponíveis no Netflix – totalizam 65 episódios, cada um deles com 25 minutos de duração, e mostram que para dançar é preciso trabalho, muito trabalho, humildade e dedicação, mas sem amor não se pode dar o próximo passo.

 

Na mesma temática está Bunheads,que teve menos sorte e somente uma temporada com 18 episódios. Ele pode ser visto nos sites de séries on-line. Nele, Michelle (Sutton Foster) é uma boa bailarina, faz shows em Las Vegas, por não conseguir uma colocação em uma companhia de dança profissional, apesar de sua formação clássica em excelente escola. Quando ela se casa com um admirador, esperando melhorar de vida, muda-se com ele para Paraíso, no interior da Califórnia, e lá descobre que a sogra tem uma escola de dança. Entre trancos e barrancos – e a morte do marido -, descobre-se uma boa professora e coreógrafa, e ainda tem chances de voltar a dançar e quem sabe conseguir realizar seu sonho. Sutton é uma boa atriz e bailarina, o que segura a narrativa dos episódios, que se passam no ambiente de uma escola particular. Simples, leve e divertido.Os musicais são a tônica de séries populares como Glee e Smash. Em Glee – seis temporadas -, as histórias giram em torno do professor Will Shcuester, cujo sonho é reerguer o Clube do Coral (Glee Club) para recuperar o prestígio que o coral teve no passado. O grande objetivo é chegar às finais dos campeonatos e receber verba para sua manutenção.

 

Os obstáculos aparecem com o coral rival, o New Directions, e todos os problemas da turma adolescente, como relacionamento, religião, gravidez, bullying, sonhos e outros. E onde a dança entra aí? No final de cada programa, um número musical é apresentado com uma dança de muita qualidade. Glee tem marcas interessantes, além de ganhar um Globo de Ouro, teve mais de 13 milhões de álbuns vendidos em todo mundo, 53 milhões de faixas baixadas digitalmente (o número na Billborad supera Elvis Presley e Beatles), quatro Emmys e o prêmio de melhor série de TV – comédia ou musical. A série pode ser vista na FOX e durante um ano foi exibido pela Globo.Smash (duas temporadas) tem concepção e texto de Theresa Rebeck, direção de Steven Spilberg e coreografias de Joshua Bergasse. A trama gira em torno de um grupo de artistas que se une para montar um musical sobre Marilyn Monroe para a Broadway.

 

A série sai fora dos padrões da moça-princesa que dança de sapatilhas de ponta e meia-rosa e mostra a realidade das produções com orçamento justo e muito trabalho, com um elenco de grandes atores como Anjelica Huston, Jack Davenport, Debra Messing, Christian Borle, Megan Hilty e Katharine McPhee. As participações especiais de Uma Thurman, Jennifer Hudson, Liza Minelli e Nick Jonas, entre outros, enriquecem a produção que teve sua terceira temporada cancelada por não render lucros ao canal NBC. Por aqui a Record exibiu e a Netflix tem as duas temporadas disponíveis.Na contramão de tudo está Bring It! (duas temporadas), exibido no Lifetime, em que as Dancing Dolls,um grupo de cheeleederes, de Jackson, Missisipi, considerado um dos melhores do mundo, compete semana a semana contra outros grupos semelhantes. Liderado pela enérgica Miss D., as mães das bailarinas também embarcam na história. A série é uma espécie de Dance Moms, menos empolgante.

 

POR AQUI – No Brasil, no mesmo modelo de Dancing with the Stars, está o Dança do Famosos, exibido aos domingos, como um quadro especial dentro do Programa do Faustão na Rede Globo. Nele, artistas dançam com profissionais e a cada semana apresentam um ritmo diferente para um júri técnico e artístico.

 

Na linha de exibições de registros de espetáculos está o Dança Contemporânea – veiculado na SescTV, todas às quartas-feiras, às 0h, com reprises ao longo da semana. O programa dirigido por Antonio Carlos Rebesco (conhecido como Pipoca) apresenta obras, entrevistas e bastidores de produções nacionais e internacionais. O bacana é que ele tem muito material de dança porque grava espetáculos há décadas.Na lista de séries, o Figuras da Dança, exibido em diversos horários pelos canais Arte 1 e Curta!, olha para a carreira de personalidades da dança do Brasil. O programa, idealizado pela São Paulo Companhia de Dança, com direção de Inês Bogéa, conta com sete temporadas, com um total de trinta programas de aproximadamente 26 minutos. Os documentários, que contam com nomes como Márcia Haydée, Ismael Ivo, Cecília Kerche, Ana Botafogo, entre outros, apresentam o artista por ele mesmo, as diferentes fases de suas carreiras e é permeado por depoimentos de pessoas que estiveram presente em suas trajetórias, fotos e vídeos de época. Em novembro de 2015, o projeto lança a oitava temporada com mais três episódios.

 

Todos os vídeos são reproduções do Youtube que estavam abertas ao público

 

 

Smash teve coreografias de Joshua Bergasse

 

Coreografia de Mia Michels

 

 

 

 

 

VÍDEO 1 e 2............. Abriram!!!

 

VÍDEO 3......................Não abre!!!

 

 

 

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