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Ensaio sobre uma tentativa

October 26, 2015

Por menos confiável que seja, impossível não recorrer a Wikipedia para algum significado. Muitas vezes, ela “aparece” primeiro na pesquisa do Google. Hoje resolvi procurar qual o significado literal da palavra “ensaio”. Ensaio para mim tem diversos significados e o mais próximo deles é o da sala de ensaio, com a qual convivo diariamente e, o segundo, o literário. A Wiki diz que ensaio é um texto literário breve, situado entre o poético e o didático, que expõe ideias e reflexões, e em muitos casos defende um ponto de vista. Os primeiros foram de Michel de Montaigne (1533-1592), em seus Essais (1580). O Houaiss e o Aurélio dizem a mesma coisa, então a Wiki deve estar correta desta vez.

 

 

 

Hoje quando entrei na Revista de Dança resolvi “me reler” e pensei… Há quanto tempo “ensaio” para escrever um novo “ensaio” para essa coluna? E, quando vi que fazia mais de um ano que não tinha escrito um texto novo para cá (escrevi algumas críticas para a Revista em 2013, mas nada de textos em primeira pessoa), percebi que o tempo tinha me tirado dele mesmo. E o que parecia um curto espaço, se tornou enorme. Faço isso todo dia! Como?

 

Desta forma nada melhor do que refletir sobre isso. Ensaio para mim é tentativa. E como essa foi longa até a sua estreia agora. Para os bailarinos não é diferente, ensaiam, ensaiam e depois que estreiam, continuam ensaiando porque sempre se tem uma correção a fazer. Com certeza eles lidam muito melhor com o erro e/ou a repetição do que qualquer mortal.

 

Que não seja uma justificativa, mas sim uma reflexão, os últimos dois anos voaram – e já estamos na metade de 2015! Voaram tanto que eu não percebi. Foram anos que mais viajei na vida (e como foi incrível), anos que pude realizar coisas que me preencheram como profissional. Foram anos que eu tive a certeza de jornalismo é o que eu faço independente da área que estiver. É o que gosto de fazer. Seja texto, entrevista, foto, vídeo, ensaio. É o olhar de repórter que permeia a dança e a dança que o modifica, sempre. Foram os anos que eu mais senti saudade porque o tempo nos afasta.

 

Ensaiei também fazer um doutorado, mas a tabela de ensaios dia a dia ainda não permite essas brechas. Olhei todos os MBAs, mas confesso que achei todos caríssimos e nenhum me tirou a respiração. Tentei (juro que tentei) fazer Pilates. Fui em duas aulas, ainda tenho seis para cumprir (quando será não sei e não vou me cobrar por isso). Fiz duas aulas de balé também. Fiz três massagens, duas porque eu coloquei na agenda achando que ia conseguir manter e outra porque o meu pescoço travou mesmo. Ensaiei fazer alemão ou voltar para o francês. Resolvi fazer alemão porque acho que deve ser tão difícil que não vou pensar em mais nada e é tão caro que não poderei faltar. Fiz amigos, vi dança. Não tanta quanto eu gostaria, ou melhor, deveria. Escrevi sobre poucas.

 

Continuo ensaiando para ser menos ansiosa, para não sofrer por antecipação, para ser menos perfeccionista e para aprender fazer cara de paisagem quando as coisas desandam. Ensaio todo dia para tentar não esperar a aprovação ou o olhar do outro, mas ainda bato cabeça (não no sentido certo da pirueta).  Enfim, ensaio todo dia para ser uma pessoa melhor, para sorrir, fazer, resolver, criar. Ao lado da Flávia Fontes Oliveira, minha sócia na Revista, ensaiamos um futuro para esse lugar. O que será? Onde vai dar? Como sustentar? O que fazer? Perguntas que não podem ser respondidas ao longo de um lead. Um ensaio talvez. Longo ensaio. Mas esse texto todo (acho que longo) é para me colocar no lugar. Para me mostrar que esse lugar existe mesmo que eu ocupe outros. Enfim, a cada dia é uma nova tentativa, um novo ensaio para a estreia. Quando ela virá? Em breve. Estou ensaiando.

 

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