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Mayara magri a brasileira que conquistou o Royal Ballet

July 22, 2020

Participação no Festival de Dança de Joinville – Foto de Alceu Bett
Mayara Magri, 24, sonha em ser uma primeira bailarina. Mas isso é só uma questão de tempo.

Talento e dedicação ela já provou que tem. Solista do Royal Ballet de Londres (leia mais sobre a companhia ao final deste texto), essa carioca não sabia que quando começou a dançar, aos 8 anos, no projeto Dançar a Vida, da Petite Danse, no Rio de Janeiro, a arte a levaria para outro continente. Nessa entrevista, ela conta como começou a sua trajetória, fala sobre a importância de ter feito parte do corpo de baile do Royal, conta do seu dia-a-dia, do que sente saudade no Brasil, seus próximos objetivos, sonhos e ainda deixa um conselho para quem deseja seguir essa carreira.

 

Quando e como você decidiu que queria viver de dança?  Eu era muito jovem quando comecei a dançar e gostava muito da disciplina do ballet clássico. Adorava  os concursos de dança pelo Brasil e as viagens com os meus colegas da Petite Danse. Era uma rotina diferente para uma criança que só ia para a escola de segunda à sexta-feira. Tive que aprender a ser muito responsável e disciplinada para conseguir dar conta de tudo. Eu passava à tarde inteira fazendo aulas e ensaiando.

Os meus deveres de casa eram feitos na escola mesmo, durante a hora do recreio. Naquela época, a minha mãe que me ajudava a costurar as sapatilhas de ponta e ela também fazia a marmita do almoço e o meu lanche da tarde.

 

E como era sua rotina na Petite Danse? 

 

Eu estudei oito anos na Petite Danse. Os meus dois primeiros anos foram mais tranquilos, costumava a terminar às 17h, mas os últimos seis foram superintensos. Meus ensaios e aulas começavam às 14h e terminavam às 20h, e pelo menos duas vezes por semana eu fazia uma aula extra das 20h às 21h30 para aprimorar ainda mais a minha técnica clássica. Nos meus dois últimos anos além das aulas práticas de ballet clássico, repertório, pas-de-deux e dança contemporânea, eu também tinha aulas teóricas de História da Dança, Anatomia, Música e Didática de Ensino, que fazia parte do Curso Profissionalizante de Dança da escola.

E a sua vida realmente mudou quando você começou a participar de festivais internacionais como o YAGP e o Prix de Lausanne…   A minha viagem para Lausanne foi um dos momentos mais incríveis da minha vida. Desde a preparação aqui no Brasil para tamanha competição internacional, até os dias de pura aprendizagem que passei lá. A organização do evento, a estrutura do teatro e das salas de aula, a atenção da produção com os bailarinos foi algo surreal. Quando passei para a final não podia acreditar. Quando ganhei o prêmio do público e a medalha de ouro então, foi um choque! Eu estava realmente curtindo cada etapa do concurso, até acabei esquecendo que estava ali participando de uma competição.
E foi lá que você recebeu a bolsa para a Escola do Royal Ballet…  Sim.

 

Como eu recebi o prêmio máximo do concurso pude escolher a bolsa de estudos que queria. Escolhi a Escola do Royal Ballet porque eu adorava assistir aos DVDs da companhia quando era pequena, ficava encantada com os grandes clássicos como La Bayadère, O Lago dos Cisnes, A Bela Adormecida. O Royal Ballet é uma companhia de tradição e ainda é muito clássica, o que a diferencia da maioria das outras companhias. Eu também levei em consideração a cidade em que eu viria morar se fosse para estudar fora e como a Escola do Royal e a Companhia são estabelecidas em Londres, foi bem fácil de tomar essa decisão.

 

Texto originalmente publicado no Blog Só Dança 20 novembro 2019

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