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Palavras em movimento

July 28, 2020

 

O mercado editorial brasileiro cresceu muito o seu número de publicações sobre dança e hoje podemos elencar alguns títulos importantes para saber mais sobre essa arte

Se antes só encontrávamos livros de dança em língua estrangeira, hoje o mercado editorial brasileiro cresce com o número de publicações. As faculdades de dança anualmente lançam novos livros e as editoras estão mais abertas ao tema. No texto de hoje selecionamos 10 títulos daqueles que temos que ler (pelo menos uma vez na vida). Temos sugestões de educação, dança para crianças, histórias de dança, grandes personalidades, filosofia, história. Todos eles podem ser comprados em livrarias online e estão a um clique da sua “cabeceira”. É preciso entender dança nos mais diferentes suportes e você pode começar a sua biblioteca do movimento, agora.

 

 

“Dança com Crianças: Propostas, Ensino e Possibilidades”de Carolina Romano e Kathya Godoy (editora IA/Unesp/Appris, 155 páginas) 
Escrito de forma leve e didática para professores, artistas, educadores e qualquer pessoa que acredite na importância da dança para as crianças, o livro instrumentaliza os profissionais a atuarem com dança nas escolas.

 

A publicação revela estratégias e recursos pedagógicos para que os professores possam trabalhar a dança atrelada a um conteúdo específico e a faixa etária das crianças. “Nosso intuito é compartilhar descobertas e experiências que tivemos como docentes e que nos permitiram desenvolver um olhar atento para as lacunas na formação do professor que atuará com dança na escola, com os pequenos.

 

A ideia central foi a de apresentar elementos que levassem o professor a instigar o potencial criativo dos alunos pela ludicidade, possibilitando uma visão abrangente e interligada das linguagens artísticas, sem a imposição de restrições técnicas ou de estilo, tendo em vista que qualquer criança pode dançar”, falam as autoras.

 

“A Dança” de Klauss Vianna (Editora Summus, 160 páginas)
Criador de uma das mais importantes técnicas de educação somática, Klauss Vianna (1928-1992) influenciou a história da dança e do teatro no país. Neste livro, escrito há alguns anos, ele apresenta o resultado de um trabalho de observação, experimentação, estudo e reflexão sobre o corpo humano e suas implicações anatômicas, funcionais psicológicas, efetivas e espirituais. É daqueles volumes que temos que ter na prateleira para alguma dúvida, alguma referência e claro, para saber a importância do método que ele criou e também saber um pouco mais sobre a sua personalidade.

 

“Outros Contos do Balé” de Inês Bogéa (Sesi Editora, 112 páginas) 
Inês Bogéa apresenta nesse livro cinco histórias do balé clássico: “A Sílfide”, “O Corsário”, “La Bayàdere”, “O Quebra-Nozes” e “O Pássaro de Fogo”. O livro, antes publicado pela Cosac Naify, acabou de ganhar uma reedição pela Sesi Editora. Além de fotos ilustradas de espetáculos, companhias mundiais e importantes bailarinos, a nova versão ganhou diversos QR codes para que a dança se torne ainda mais visível. Singular na publicação é uma parte destinada às várias profissões que a dança envolve como: diretor artístico, ensaiador, produtor, e outras, que ganham explicações didáticas. A autora também relançou “Contos do Balé”, primeira publicação de histórias clássicas, pela mesma editora.

 

“A Escuta do Corpo” de Jussara Muller (Editora Summus, 128 páginas)
Se você ler “A Dança”, de Klauss Vianna, tem que ler esse livro. Jussara apresenta, de forma clara e objetiva, os conceitos que embasam a metodologia dos Viannas. Ela ressalta que ele não foi o único responsável pelo desenvolvimento da pesquisa corporal, acompanhado por Angel (sua esposa), Rainer (seu filho) e tantos outros ‘Viannas’ – não necessariamente herdeiros de sangue, mas herdeiros de estudo e convicção.

 

O livro é baseado na dissertação de mestrado em Artes da autora, pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e é o resultado de uma pesquisa de longa data, quando a autora-bailarina partiu para São Paulo para trabalhar Rainer Vianna, na Escola Klauss Vianna.

“A Filosofia da Dança: Um Encontro Entre Dança e Filosofia”de Marie Bardet (Editora Martins Fontes, 344 páginas)


Esse é daqueles livros mais densos, difíceis, para ser degustado aos poucos, mas que valem cada palavra. Aqui temos um encontro entre dança e filosofia, onde são redistribuídos, através da experiência da gravidade, os pesos e as levezas, as imagens e os gestos, os pensamentos e os movimentos.

 

A autora apresenta a ideia de filósofos como Schopenhauer, Bergson e Deleuze e propõe exercícios filosóficos que nos fazem repensar o corpo. Doutora em Filosofia, com formação em dança Marie Bardet nos provoca com questões como: Que posturas uma filosofia deve inventar para capturar os gestos? A que passos comuns e divergentes somos convidados dançando e filosofando? Pondo-se a pensar, a pesar, a caminhar e a rolar juntas, dança e filosofia cruzarão alguns problemas de representações, de percepções, de composições e de modos de andar coletivos.

 

“O Dançarino e a Dança”, de Merce Cunningham (Editora Cobogó, 288 paginas)
O coreógrafo e bailarino Merce Cunningham (1919-2009) foi um dos maiores artistas do século. Ele criou um modo de se relacionar com o corpo, com a tecnologia com a experimentação da dança contemporânea. Neste livro a jornalista Jacqueline Lesschaeve entrevista o gênio e juntos traçam um retrato abrangente desde sua estreia na companhia dirigida por Martha Graham, nos anos 1930, até a fundação de sua própria companhia, a Merce Cunningham Dance Company, em 1953.  

 

Em um relato intimista ele conta sobre suas obras, ideias, sensações e também como trabalhou com grandes artistas como John Cage, Robert Rauschenberg, David Tudor e Jasper Johns, estabelecendo uma relação importante entre o seu trabalho e a história da arte de grande parte do século XX.
Temas para a Dança Brasileira de Sigrid Nora (org) (Edições Sesc SP, 343 páginas)
Esse livro reúne artigos de críticos, curadores e pesquisadores renomados, nacional e internacionalmente, sobre importantes e urgentes questões relacionadas à dança contemporânea no Brasil.

 

Com apresentação de Danilo Santos de Miranda reúne textos sobre crítica de dança e jornalismo cultural (Beatriz Cerbino, Nani Rubin e Paulo Caldas), sobre dramaturgia e dança (Ana Pais, Fátima Saadim, Silvia Soter e Thereza Rocha), produção em dança (Maíra Spanghero, Leonel Brum,  Adriana Pavlova e João Carlos Couto) e estratégias pra a colaboração para a dança no Brasil (Andréa Bardawil, Nirvana Marinho, Marcos Bragato, Rosa Primo, Marina Guzzo e Simone Avancini). Uma publicação rica de autores e pesquisadores que pensam a dança do Brasil.

 

“Ana Botafogo, Na Ponta dos Pés” de Ana Botafogo (Globo Livros, 136 páginas)
A dança e a vida de Ana Botafogo se misturam neste livro, baseado em entrevistas para a jornalista Leda Nagle e coreógrafa e ex-diretora do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Dalal Achcar. A publicação conta de uma forma leve a história desta que é uma das mais importantes bailarinas do nosso país. Revela a sua infância, como começou a dançar, sua estreia internacional, a entrada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, apresentações marcantes, partners inesquecíveis, balés favoritos. A publicação é acompanhada de um CD com músicas inéditas e orientações de Ana Botafogo para os interessados nesta arte.
 


“Noverre: Cartas sobre a Dança” de Mariana Monteiro (Edusp, 400 páginas)
Jean Georges Noverre (1727-1810) é uma figura fundamental da dança francesa. Bailarino e coreógrafo foi ele que criou o balé de ação –  nascido pós balé de corte – que trazem à cena pantominas e novos elementos coreográficos. Neste livro, Mariana Monteiro contextualiza a atuação do bailarino e seu discurso teórico no universo artístico e intelectual dos meados do século XVIII. O livro, resultado de sua pesquisa de mestrado, é dividido em duas partes, a primeira é uma leitura crítica e a interpretação da obra de Noverre, dividida em três capítulos denominados “O balé de ação: teoria e história”, “Natureza e verossimilhança no balé” e “O bailarino comediante”. E a segunda parte, a seleção e tradução, realizada pela autora, de quinze cartas de Noverre – até então inéditas em português – que estão presentes no livro Letters sur la Danse, publicado em Lyon e Stuttgart em 1760.

“Isadora”de Peter Kuth (Editora Globo, 729 páginas)
Conhecida pelo grande público como a precursora da dança moderna Isadora Duncan (1878-1927) já foi retratada em diversos filmes e livros.

 

Esta publicação é resultado de dez anos de pesquisas do escritor americano Peter Kurth, que organizou um vasto material sobre a bailarina que é apresentado ao leitor de forma cronológica trazendo a tona diversos aspectos de sua trajetória da infância entre o luxo e a penúria à morte nada convencional enforcada em sua própria echarpe (na realidade um xale) que se prendeu na roda do automóvel no momento da partida. Sua expressão libertária cuja virtude se refletiu não só nos palcos como também na vida pessoal quebrou os paradigmas da dança e chocou a sociedade do início do século XX. “Isadora” é o retrato dessa mulher controversa que transformou seu tempo e a nossa dança.

 

Texto originalmente publicado por Só dança em 8 novembro 2019

 

 

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