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Recém chegada do Harvard Business School

March 29, 2019

Recém chegada do Harvard Business School, em Boston, Estados Unidos, a pesquisadora de dança Marcela Benvegnu chega a Ubatuba para ministrar uma palestra na abertura do 1º Coaching de Jazz Dance de Brisa Diamante, realizado na Experimental de Dança de Ubatuba.
O evento é o Coaching MEJ - Metodologia Experimental de Jazz Dance. Segmentado para professores de dança de Jazz convidados por Brisa Diamante, será realizado durante este final de semana inteiro na Experimental. Além dos próprios professores da escola, participarão profissionais de Jacareí, Campos do Jordão e São José dos Campos.

 

Dentro da programação, Brisa apresentará um extenso conteúdo teórico, técnico e prático da modalidade, guiado por uma apostila de sua autoria, a qual levou dois anos para fazer e encerrou depois da sua imersão na Broadway Dance Center, no início de março deste ano.
"Sem dúvida a realização desse Coaching é um marco na minha carreira. A ideia de fomentar a formação de professores de dança, com um trabalho aprofundado de pesquisas práticas e teóricas no segmento, sempre me atraiu.

 

Eu acredito na qualificação dos professores para que se tenhamos não apenas bailarinos que dançam bem, mas que saibam o que estão fazendo, que conheçam a história do que fazem e cuidem da integridade do seu corpo. Isso só é possível a partir de um bom professor de dança.", enfatiza a coach Brisa Diamante.
Marcela Benvegnu compactua desse pensamento e vem para a abertura do Coaching com um importante respaldo histórico da modalidade. Conheça mais sobre essa profissional, por meio dessa entrevista concedida pela própria profissional à matéria no Jornal A Cidade de Ubatuba:


Você estará em Ubatuba neste sábado com uma palestra sobre a História do Jazz Dance para um grupo de professores da modalidade, no Coaching promovido por Brisa Diamante, Diretora da Experimental de Dança de Ubatuba. Como vê essa iniciativa da Brisa?
Eu acredito que hoje a gente não pode mais pensar dança sem unir teoria e prática. Não se pode fazer  - e nunca pode - ações que pensem só no corpo.

 

Então, acho essa iniciativa incrível, de abrir um coaching, onde falaremos de corpo o tempo todo, pra pensar exatamente o que esse corpo faz, e de onde esse corpo veio... o que ele fez. Eu sei de onde vem o Jazz? Que Jazz é esse? Quem foram os promissores? Quem trabalhou técnica? Quem trouxe essa dança? Como modificamos isso? Criamos um ambiente para essas reflexões e então entra-se com a parte técnica do Coaching. Eu acho louvável termos a chance de poder falar de história e de arte num evento totalmente segmentado e que pensa na formação de professores. Fazendo isso pensamos em educação em dança.


Você que é jurada em grandes festivais de dança, inclusive no Festival de Dança de Joinville, como você vê a qualidade dos trabalhos coreográficos das escolas de dança hoje? 
Fazer júri em festival é sempre uma surpresa.

 

Pela coreografia consigo entender que escola é aquela, quem são as pessoas, como aquela escola se comporta. Na minha forma de fazer júri, precisa ficar muito claro, que o que estou fazendo ali é crítica, e isso passa longe do gosto. Num júri de festival eu não tenho que gostar ou não de um trabalho, eu tenho que colocar aquele trabalho num contexto.

 

Quando assisto a um trabalho penso nome, release, estrutura coreográfica, luz, figurino, qualidade de movimentação, estilo... se tudo isso conversa. Hoje, a gente percebe que muitas escolas estão se preparando melhor para isso. O nível cresce a partir da pesquisa. Mas ainda algumas escolas se equivocam.

 

Os professores e coreógrafos têm que estudar, tem que fazer cursos teóricos e práticos para conhecer muitas linguagens, para refinar ainda mais a linguagem do que elas querem trabalhar.
Qual o maior erro hoje de coreógrafos e profissionais da dança?
O problema que eu vejo muito hoje está relacionado à autoria.

 

Muitas pessoas fazem um curso, pegam a sequência do professor, mudam a música e colocam nos seus trabalhos. Tem pessoas que copiam literalmente um trabalho e se intitulam donas dele e outras que modificam a estrutura coreográfica e colocam na cena. E aí cabe a nós termos um júri qualificado para entender e apontar. Mas, mais do que isso, cabe a esse profissionais terem ética e saberem que plágio é crime. E infelizmente as pessoas têm feito isso. É um sério problema na dança da atualidade.


Marcela, você acaba de chegar do Harvard Business School, em Boston. O que essa experiência acrescentou pra você em relação ao seu trabalho com dança?


Há dois anos passei a me dedicar muito à gestão, onde passa negócios, estratégia e comunicação. Nós vivemos a dança como arte, mas a dança também é um negócio, é profissional... ela onera. Em Harvard eu pude entender como posso pensar a escola de dança realmente dessa forma, pensar em todas as vertentes, nas estratégias de comunicação para chegar nesse negócio, da secretária ao consumidor final.
Qual será o conteúdo da sua palestra na Experimental?


Eu vou traçar um panorama do nascimento do Jazz na África até os dias de hoje. Vamos entender como ela se popularizou nos Estados Unidos, como ela chegou no Brasil e como está hoje. Vamos entender as principais técnicas, os criadores, as personalidades que moldaram essa dança e como a gente trabalha dessa dança hoje. Vou falar de musicais da Broadway e desse mercado no Brasil, que hoje é o que mais emprega. Vou pontuar também que o bailarino de hoje tem que ser múltiplo e fazer todas as modalidades. E pra finalizar chegaremos a ideia de que o Jazz sobrevive no corpo de quem faz.
Como você vê a Experimental no cenário da dança?


Eu acompanhei a Experimental desde que ela era apenas uma ideia para a Brisa. Fiz uma palestra meses depois da escola ter sido inaugurada sobre a história do Jazz, a qual atraiu pessoas de outras cidades, mostrando a carência de estudos no segmento.

 

Eu acho que a Experimental está sempre preocupada com a formação do indivíduo como um todo.  Por exemplo, no Congresso de Jazz no qual sou uma das diretoras, Carla Bettin foi escolhida bolsista para Los Angeles, em 2017, Frederico Bruniera como suplente para Los Angeles também e Brisa, para New York neste ano. Isso mostra o apuro da escola.

 

Tenho um carinho especial pela escola, que pra mim hoje é referência quando pensamos em um ensino de qualidade, que vai além da sala de aula, que cria sensações e experiências para a vida desse aluno. Vejo que a Experimental modifica a realidade do seu aluno, com tudo isso, e independente da profissão que ele queira seguir, seja na dança ou não, ele vai estar mais preparado. Além de modificar a vida do aluno, mexe com a família, com a cidade... e então vemos a Experimental criando um movimento de dança em toda a cidade. E isso tem que ser valorizado. É louvável. Por uma dança de qualidade técnica, artística e humana

Sobre Marcela Benvegnu


É jornalista e pesquisadora de dança. Master em Mídia, Comunicação e Negócios pela Universidade da Califórnia, com estágio na Jonhatan Slaff – Media Inc (empresa de relações públicas no cenário off-Broadaway, em Nova York (set-dez 2017); é mestre em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) e pós-graduada em Estudos Contemporâneos em Dança pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Foi coordenadora de Educativo e Comunicação da São Paulo Companhia de Dança (2009-2017). Atua como jurada, palestrante, crítica ou jornalista convidada em eventos. Em agosto de 2009 ministrou palestra sobre história do jazz dance e corpo brasileiro, na Broadway Dance Center, em Nova York e em março de 2017, na Crossroads of Arts, em Los Angeles, California e em 2018, na West London University, na SA Dança, em Londres (Inglaterra). Publicou textos em livros e revistas acadêmicas e é coautora do documentário, Roseli Rodrigues - Poesia em Movimento. Atualmente dirige a Marcela Benvegnu - Comunicação e Consultoria para Dança. É codiretora do Congresso Internacional de Jazz Dance no Brasil.

 

29 de Março de 2019 às 18:00 por Sid art

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